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All Girls Weekend

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1.0 / 5

All Girls Weekend

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All Girls Weekend
Direção: Lou Simon
Data de Lançamento: 12/7/2016 (usa)
Distribuição: Uncork’d Entertainment

 

All Girls Weekend é aquele tipo de filme que acabamos assistindo pela capa e o pôster chamativo, e após trinta minutos empregamos o conceito de decepção da forma mais prática que existe.

Sinopse “Cinco amigas se reúnem e decidem passar o fim de semana nas montanhas, porém se perdem e lá descobrem que a floresta as reserva algo macabro.” (imdb)

Tudo começa com três jovens reunidas de malas prontas para passar o fim de semana nas montanhas enquanto aguardam a chegada da quarta integrante do grupo. Todas se conhecem desde os tempos de escola e já não se viam há alguns anos. No primeiro ato notamos uma técnica de enquadramento diferente, os cortes entre as cenas são lentos e com excesso de efeito de transição, como se cada vez que a câmera cortasse de uma pessoa a outra, mudássemos de capítulo. Depois de muito atraso a quarta garota se reúne ao grupo e traz consigo uma amiga desconhecida aos demais, recém-divorciada e que aceita o convite das meninas para um final de semana divertido. Enquanto a conversa rola, notamos diversos pôsteres na parede ao fundo da sala, filmes como “Agoraphobia” e “Morningside Monster” produzido por Lou Simon que assina a direção e roteiro desse trabalho, e até mesmo um pôster do próprio filme se destaca ao fundo, o que nos dá a impressão de que virá algo interessante, uma impressão, no entanto, completamente falsa. Pela manhã as garotas viajam de carro, após um tempo a motorista resolve parar à beira da floresta e sugere seguir a pé numa trilha inexistente, e assim como o roteiro manda, todas concordam e seguem a amiga. Depois de andarem por horas percebem que já passaram algumas vezes pelo mesmo local, ao tentarem comunicação para sair dali descobrem que todos os celulares estão descarregados e na medida em que o tempo passa e a água se torna mais escassa, o medo e o desespero começam a bater, sem comida ou abrigo a histeria toma conta das jovens e o filme tem seu único bom momento ao apresentar os conflitos de um grupo refletido em características humanas instintivas em momentos de sobrevivência, como impulsividade, egoísmo, discórdia e traição, armas usadas pelo ser humano em situações de vida ou morte, e o filme evidencia tudo isso de uma forma peculiar, porém pratica.

A direção e o roteiro são o inicio dos problemas, a falta de talento beira o amadorismo, ao ponto de retirarem um vídeo da internet ou do Animal Planet de um urso correndo e agregar ao filme com uma péssima edição para simular uma cena onde a jovem é perseguida pelo animal, notando-se claramente a diferença na saturação de cor e no áudio irregular, já que nem ao menos vemos a mulher e o urso no mesmo quadro. O mesmo amadorismo se reflete em cenas onde as garotas se veem perdidas e uma delas resolve se separar para procurar uma saída e logo depois retorna, bela e maquiada, sem sinal algum de cansaço, para respira e diz: “andei por quilômetros e não achei a saída”, resoluta num anticlímax tremendo. A direção carece de pulso para coordenar o elenco que por vezes parece não saber direito o que esta fazendo. O roteiro apresenta tantas falhas e cenas que não convencem pelo excesso de conveniência que nos sentimos incomodados ao ponto de querer desligar a TV em cada um dos atos do filme. E mesmo que a premissa já tenha sido explorada diversas vezes em filmes como a“Bruxa de Blair” e “Pânico na Floresta”, poderia ter sido melhor lapidada para possibilitar algum tipo de imersão ou interesse do publico em sua proposta de suspense com elementos de investigação e descoberta. Infelizmente o que ocorre é totalmente o inverso. Enquanto você tenta entender qual é o elemento antagonista do filme, o roteiro joga tudo na sua cara num folheto achado em cima da mesa da maneira mais preguiçosa possível, um verdadeiro balde de água fria no único ponto positivo do filme.

Os demais elementos técnicos competem com o péssimo trabalho de Lou Simon. Embora não sejam exigidos com frequência, os efeitos especiais parecem prover de um programa de edição barato que instalamos no computador. A trilha sonora, a edição e mixagem de som alcançam a alcunha de lamentável, pecam ao trabalhar o áudio em ambientes abertos, oscilam no volume e equalização dos diálogos e ajudam a afastar ainda mais qualquer chance de imersão na historia. Porem nessa pirâmide negativa, as péssimas atuações fornecem a sua contribuição para mais um filme que será lançado à fogueira dos piores do ano.

All Girls Weekend é o motivo pelo qual passamos mais tempo escolhendo um filme no catálogo da Netflix do que assistindo, pois após esses 85 minutos desperdiçados do nosso tempo, ninguém nunca mais escolherá um filme pela capa.

 

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