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1.0 / 5

Bornless Ones

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Bornless Ones
Direção: Alexander Babaev
Data de lançamento: 10/02/2017 (mundial)
Distribuição: Uncork’d Entertainment 

 

Alguns trabalhos mereciam cair em pleno esquecimento, sequer deveriam ser pontuados, citados ou lembrados na historia do cinema, essa regra se aplica inteiramente a Burnless Ones, o tipico trabalho que nos faz pensar em como é importante o talento em todos os processos de criação e produção de um filme, e quando tratamos do gênero terror, esses quesitos se intensificam, pois além da necessidade de um bom roteiro e um primor técnico elevado, também trabalhos com o medo e o suspense, e esses dois detalhes apenas conseguem ser aplicados com êxito por alguém que realmente conheça e saiba trabalhar com tais elementos, ou seja, por alguém que tenha talento para o terror. Porem sabemos que talento é algo cada vez mais raro na industria lucrativa que se tornou o cinema/terror e quando ele não existe, ainda podemos obter bons resultados se houver um pouco de vontade e dedicação para realizar um bom trabalho, e após assistirmos Bornless Ones, concluímos que todo amadorismo consequente de uma enorme falta de talento e uma preguiça enorme em cada processo criativo e de produção dessa obra nos leva a uma das piores experiências cinematográficas do ano.

Com a ajuda de seus amigos, Emily se muda para uma casa remota para cuidar melhor de seu irmão, Zack, que foi diagnosticado com paralisia cerebral. Mas o que eles não sabem é que a casa guarda um terrível segredo que irá assombra-los um por um.

O filme se inicia com uma cena (preludio) onde a mãe vê a filha possuída por uma entidade, a entidade diz estar jogando com ela e após alguns efeitos especiais, armas apontadas, vozes robóticas e um pouco de sangue temos um corte para os cinco protagonistas que viajam de carro até uma remota casa no interior, Emily e seu namorado, um casal de amigos e seu irmão Zack buscam uma vida mais tranquila após Zack ter sobrevivido a um acidente fatal para para sua mãe, o garoto agora com paralisia cerebral necessita de cuidados em tempo integral e Emily decide dedicar sua vida para cuidar do irmão. Ao chegarem na casa eles percebem que todas as janelas estão vedadas com madeira, na madeira há alguns símbolos de aspecto satanistas, os jovens ficam intrigados, porem arrancam as madeiras e organizam a casa da melhor maneira para sua morada, Emily acomoda o irmão no quarto e a noite resolvem beber ao estilo adolescente americano. E na sua primeira noite na casa, Zack apresenta uma melhora do quadro repentina, o garoto com paralisia cerebral, que não anda, não fala e não tem controle sobre nenhuma musculatura, começa a se mexer e posteriormente a andar. Dai em diante coisas cada vez mais estranhas começam a acontecer, os jovens resolvem chamar um medico para que examine Zack, o garoto que apresenta uma recuperação impressionante é levado pelo medico para que seja feito alguns testes, porem a entidade que devolveu a saúde a Zack tem um outro propósito e é dentro da casa, ele mata o medico e volta para a casa onde sua irmã e os amigos estão. Deste ponto em diante a trama se desenrola de maneira absurda, é impossível não se incomodar com a péssima atuação dos protagonistas, algo que atrapalha grandemente a imersão na historia. A tentativa falha e ridícula de se espelhar na obra prima de Sam Raime, “Evil Dead” de 1981 é uma mancha, não apenas para a obra original, mas também para a historia do cinema.

Alexander Babaev assina a direção, o roteiro e a produção deste filme e em cada um deles fracassa de uma maneira diferente. A direção é completamente amadora, os ângulos de camera são equivocados, sempre pegados os piores lados dos protagonistas ou das cenas de terror e suspense, deixando tudo com cara de mais um episódio de uma seria da CW, as cenas de ação são ridículas, onde o protagonista tem o olho furado por uma agulha e se quer esboça uma reação condizente, arranca a agulha do olho, toma facadas e é ferido dos mais diversos modos e continua de pé como se tivesse batido a canela na cama. O roteiro é fraco, os diálogos são muito mal trabalhados o que leva a historia a mesmice nos primeiros 15 minutos de filme. Os efeitos especiais são outro marco desse fracasso, as cenas como uso de CG lembram um game de terror (provavelmente de Playstation 2), o sangue assume varias cores, as vozes robóticas das pessoas possuídas fecham a conta de uma produção que termina no vermelho.

Outro ponto ruim do filme é a atuação dos cinco jovens. O gênero terror alcançou a alcunha de não trazer e nem necessitar de bons protagonistas, já que pra correr, gritar e ser assassinado não é necessário ser nenhum Daniel Day-Lewis, mas nesse filme o padrão está muito abaixo de qualquer coisas dentro do cinema, atores inexpressivos que parecem ter saído de algum filme adulto (xxx) ajudam a enterrar essa obra que nunca deveria ter existido, culminando com uma péssima coordenação do elenco.

Bornless Ones ganha o status de pior filme do ano, mesmo faltando oito meses para o ano acabar, duvido que algum outro filme falhe tanto em todos os aspectos que aposta como essa obra.

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